Gosto tanto de ti, meu amor.
Gosto mesmo.
Mas fazes-me falta, até quando estás, fazes-me falta.
Hoje já não estás e amanhã e depois e depois também não vais estar.
Onde estás agora? E eu? Será que estou?
Pergunto-me se saberei viver sem ti, mas é difícil responder.
Responder a mim mesma.
Não quero que vás.
Mas já foste.
Agora sou só eu e a nossa casa, eu e um silêncio que perturba de tão silencioso que é.
Gosto tanto de ti meu amor. Gosto mesmo.
Agora uma lágrima e depois outra, e mais uma ainda.
São elas que provam que estou cá.
Sem ti, mas estou.
Porque é que não estás comigo? Volta.
Não aguento este silêncio.
Preciso de ti, mesmo quando estás.
Preciso de ti.
Gosto tanto de ti meu amor.
Gosto mesmo.
E se a coragem me faltar?
E se a vida me faltar?
Espera, a vida já me falta.
Tu não estás cá.
Mais uma.
Só faltas TU.
Gosto tanto de ti meu amor.
Mesmo.
C.
Enquanto houver amor, a coragem nunca te faltará. Mas essa tristeza tem que ser apagada do teu coração, para que ele possa viver, e sentir, e ser feliz. Quero que saibas que não precisas de ninguém, apenas de ti. Quando dizes que faltas "TU", percebe que só faltas tu própria. Aprende a ouvir o silêncio que ficou e a tirar dele a força que precisas para continuar a viver. Porque mais vale o silêncio, do que o ruído de quem não nos ama.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
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3 comentários:
Obrigada Joaninha!
"Porque mais vale o silêncio, do que o ruído de quem não nos ama."
Frase sábia, embora a realidade não se mostre assim tão recta e objectiva e muitas das vezes preferimos o ruído até que ele nos ensurdeça de vez, e aí sim, percebemos que é melhor o silêncio.
adorei o teu comentario joana. beijinhos dida
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